O uso da cinta pós-parto não é obrigatória e na verdade ela não vai ajudar a que o corpo volte à sua forma mais rápido. O uso desta cinta pode até nem resolver a maioria dos seus problemas.
A experiência da maternidade é uma jornada repleta de emoções e transformações, marcada não apenas pela chegada do tão esperado bebé, mas também pelas mudanças significativas no corpo da mulher. No período pós-parto, a recuperação física torna-se uma prioridade, e muitas mulheres procuram soluções que proporcionem suporte e conforto neste processo.
Uma das funções primordiais da cinta pós-parto é oferecer suporte abdominal. Durante a gravidez, os músculos abdominais destendem-se de forma a acomodar o crescimento do feto.
No entanto, muitas vezes a cinta pós-parto atrapalha o processo de recuperação. A musculatura abdominal deve trabalhar de forma ativa, de forma a recuperar a sua função e aspeto. Ora se se colocar algo que vai fazer esse trabalho, porque é que o corpo haveria de gastar energia a ativar os músculos? O uso da cinta pode levar a consequências prejudiciais, uma vez que não irá estimular o trabalho muscular da região abdominal e das costas.
A aplicação da cinta pós-parto é aconselhada somente quando a mulher experimenta desconforto nas costas ou sente insegurança ao realizar as atividades diárias após o parto. Entretanto, mesmo neste contexto o fisioterapeuta é indispensável para trazer te alívio de dor, conforto e funcionalidade.
Utilizar a cinta com moderação durante atividades que geram desconforto proporciona maior estabilidade nas costas, reduzindo assim as dores. Nestes casos específicos, a cinta pode ser benéfica, facilitando a mobilidade para as recém mamãs. Ou seja, a cinta deve ser utilizada o mínimo possível.
Após o parto existe a sensação de que está tudo solto na barriga. A musculatura encontra-se enfraquecida, flácida e possivelmente com alguma disfunção, como a diástase. O uso da cinta apenas resultará numa pressão inadequada e desnecessária, que vai sobrecarregar toda a estrutura que foi afetada durante a gestação, especialmente a região pélvica.
Mas então o que pode fazer?
É crucial que o fortalecimento abdominal ocorra de maneira correta e progressiva na sobretudo nesta fase inicial, a fim de não comprometer a recuperação do corpo da mulher após a gravidez e o parto.
Assim que existir uma autorização médica para a prática de exercícios, de 4 a 6 semanas apos o parto, é aconselhável iniciar de maneira moderada e sob a supervisão de um especialista.
São necessários exercícios específicos para abordar a flacidez muscular e a falta de tonicidade. A realização de exercícios inadequados e não específicos para esta etapa pode piorar a diástase abdominal, dores nas costas e até mesmo incontinência urinária.
Ficou com dúvidas? Vamos falar de forma a melhorar o seu percurso nesta fase e melhore a sua qualidade de vida.









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