Desvendando a incontinência urinária

A incontinência urinária afeta várias mulheres em diferentes faixas etárias e a fisioterapia tem um papel crucial no seu tratamento, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

A incontinência urinária afeta entre 55 a 60 milhões de europeus – Portugal configura cerca de 600 mil pessoas. Apesar de ser uma patologia que afeta não só a nível físico, mas também a nível psíquico, emocional e social, há muitos indivíduos que não procuram ajuda profissional. 

O que é a incontinência urinária?

A incontinência urinária é caracterizada por perdas involuntárias de urina. Por norma, estas perdas são associadas a um enfraquecimento dos músculos do pavimento pélvico ou a hiperatividade não controlada da bexiga, dependendo da causa e do grupo etário. 

De acordo com a Associação Portuguesa de Urologia, em Portugal estima-se que existam cerca de 600 mil incontinentes, onde apenas 10% são diagnosticados. Com o envelhecimento da população, há uma tendência para este número aumentar. 

Esta condição é mais frequente nas mulheres, sendo que três em cada dez são mulheres e um em cada dez são homens.

Complicações da incontinência urinária

As complicações são sobretudo de índole psicológica, já que esta condição afeta a qualidade de vida. Muitas vezes, devido à vergonha de possuírem esta patologia, isolam-se socialmente, o que pode levar a outras complicações como a ansiedade, depressão, entre outras consequências.

Em casos mais severos é comum a utilização de pensos ou fraldas, o que pode, também, tornar mais propício o aparecimento de infeções da região genital, normalmente infeções fúngicas.

Tipos de incontinência

Existem vários tipos de incontinência urinária:

  • Incontinência Urinária de Esforço (IUE): é causada pelo esforço físico – exercício, tosse, espirros;
  • Incontinência Urinária de Urgência (IUU): é causada por contrações anómalas e involuntárias da bexiga. É caracterizada por uma sensação incontrolável de ir a casa de banho;
  • Incontinência Urinária Mista (IUM): há tanto sintomas da incontinência de esforço como de urgência;
  • Incontinência Urinária de Refluxo: perda involuntária de urina por sobredistensão de uma bexiga hipotónica;
  • Incontinência Urinária Funcional: após o paciente sentir a necessidade de urinar, não consegue chegar a tempo à casa de banho devido à sua mobilidade limitada ou doença neurológica;  

Diagnóstico e tratamento

É necessário que haja uma maior consciencialização acerca desta patologia. Muitas vezes, por vergonha, as mulheres não procuram ajuda médica, o que agrava o seu caso. Todas as mulheres devem ser ouvidas e suas queixas valorizadas. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, mulheres que não têm filhos podem ter perdas involuntárias de urina, independentemente da idade. 

As disfunções da musculatura do pavimento pélvico devem ser faladas e tratadas sem tabu. 

É importante que haja a avaliação médica para que a partir daí seja possível delinear uma estratégia de tratamento. Este é baseado em vários fatores que depende de caso para caso, como por exemplo: a história clínica, exame físico, exame neurológico perineal, etc. Existem vários tratamentos para esta condição, até porque deverá ter em conta uma panóplia de informações acerca do indivíduo. Como opções de tratamento mais utilizadas pode-se destacar:

  • Alterações no estilo de vida: consiste na introdução de hábitos mais saudáveis no dia a dia (prática de exercício físico, alimentação mais saudável, ingestão de líquidos em quantidade adequada);
  • Reabilitação do pavimento pélvico: A fisioterapia pélvica permite o fortalecimento e relaxamento saudáveis dos músculos do pavimento pélvico e evita que haja contrações involuntárias;
  • Tratamento farmacológico: Recorrência a fármacos anticolinérgicos, B-agonistas, estrogénios, injeção intravesical de toxina botulínica para prevenir e minimizar a frequência das perdas;
  • Tratamento cirúrgico: Normalmente é uma opção utilizada em último recurso, exceto em casos mais severos. 

Então, pode-se considerar que a incontinência urinária tem cura?

A maior parte das causas de perdas involuntárias de urina têm um tratamento que diminui substancialmente a frequência das mesmas ou até pode chegar a sua cura. Por isso, quando o paciente cumpre as indicações médicas e fisioterápicas, o prognóstico é bastante favorável – a taxa de cura é cerca de 90%.

Qual é o papel da fisioterapia?

Segundo as evidências científicas, a fisioterapia desempenha um papel crucial em relação à incontinência urinária. Esta oferece abordagens não invasivas e eficazes no fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico, proporcionando um maior controlo da função urinária. Assim sendo, auxilia os pacientes por meio de técnicas específicas que minimizam ou cessam as perdas urinárias. Isto acontece, porque existe a promoção da consciência corporal, melhora da funcionalidade do pavimento pélvico e das estruturas pélvicas adjacentes.

Por isso, grande parte dos casos podem ser atenuados ou resolvidos por um fisioterapeuta especializado.

Na Fisio Mulher dispomos de tratamentos para a incontinência urinária que vão transformar o seu desconforto em algo do passado.

Cuide de si, entre em contacto!


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